
Fomos
exilados por nossos erros. Até quando seremos? Andamos em ruas escuras e
iluminadas cheias de pessoas que não sabem para onde vão. Falamos e não nos
ouvem de modo algum. Eles não veem a luz. Será que nos veem? Mandaram-nos pra
cá com lágrimas no olhar. Ao chegar e ver tanta insanidade descalça no asfalto
da cidade entendemos por que estamos aqui.
Saudades
de nosso lugar dos sonhos, onde os ventos do norte trazem a sabedoria dos
antigos. Essas manhãs de Dezembro são como o choro dos anéis de Júpiter que
clama por harmonia no universo. Até quando estaremos aqui? O sol chega tarde e
só temos um único pôr do sol. Esperamos os sinais que nos mostrarão o caminho de
casa enquanto andamos entre seres que não sabem nem respirar.
Aprendemos
a dançar e ouvimos muito sobre o amor. Mas eles simplesmente não sabem amar.
Falam de um sentimento tão egoísta quanto os próprios corações. Falam de Deus
como um ser em cima de um trono distante de nós. Não sabem nada da luz. Será
que sabem de nós?
Quando
a luz vem da lua o brilho das estrelas fica maior. Toca nossos corações como as
canções do nosso lugar que tanto nos deixou saudades quando fomos exilados e
mandados para cá. A doçura da lua nos lembra da reforma e quando saímos de casa
olhando raramente para nosso lugar se distanciando atrás de nós. Passo a passo
lento, lágrimas que escorriam tímidas como o vento. Sentiremos saudades, diziam
os corações em silêncio. E chegamos aqui com um piscar de olhos.
Quem
pode amornar nossas almas? Sentimos um amor por esses seres que não entendemos.
Estamos aqui, mas somos daqui. Só queremos ajudar. O tempo é curto e precisamos
seguir. Há muitos que precisam de nós. Mas alguns simplesmente não querem
ouvir. Quem pode reprimir nossa paixão? Este sonho está dentro de um barco a
vela que o vento conduz para um dia retornarmos ao nosso lugar dos sonhos
reais.
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