segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Exilados do nosso lugar


Fomos exilados por nossos erros. Até quando seremos? Andamos em ruas escuras e iluminadas cheias de pessoas que não sabem para onde vão. Falamos e não nos ouvem de modo algum. Eles não veem a luz. Será que nos veem? Mandaram-nos pra cá com lágrimas no olhar. Ao chegar e ver tanta insanidade descalça no asfalto da cidade entendemos por que estamos aqui.

Saudades de nosso lugar dos sonhos, onde os ventos do norte trazem a sabedoria dos antigos. Essas manhãs de Dezembro são como o choro dos anéis de Júpiter que clama por harmonia no universo. Até quando estaremos aqui? O sol chega tarde e só temos um único pôr do sol. Esperamos os sinais que nos mostrarão o caminho de casa enquanto andamos entre seres que não sabem nem respirar.

Aprendemos a dançar e ouvimos muito sobre o amor. Mas eles simplesmente não sabem amar. Falam de um sentimento tão egoísta quanto os próprios corações. Falam de Deus como um ser em cima de um trono distante de nós. Não sabem nada da luz. Será que sabem de nós?

Quando a luz vem da lua o brilho das estrelas fica maior. Toca nossos corações como as canções do nosso lugar que tanto nos deixou saudades quando fomos exilados e mandados para cá. A doçura da lua nos lembra da reforma e quando saímos de casa olhando raramente para nosso lugar se distanciando atrás de nós. Passo a passo lento, lágrimas que escorriam tímidas como o vento. Sentiremos saudades, diziam os corações em silêncio. E chegamos aqui com um piscar de olhos.


Quem pode amornar nossas almas? Sentimos um amor por esses seres que não entendemos. Estamos aqui, mas somos daqui. Só queremos ajudar. O tempo é curto e precisamos seguir. Há muitos que precisam de nós. Mas alguns simplesmente não querem ouvir. Quem pode reprimir nossa paixão? Este sonho está dentro de um barco a vela que o vento conduz para um dia retornarmos ao nosso lugar dos sonhos reais.

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