sexta-feira, 10 de julho de 2009

A terra do nunca!

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Quando um boato se cria a mídia forma opiniões de uma grande massa social. Massa essa que não sabe pensar. Criar opinião parece muito difícil para quem sabe apenas ficar sentado perante a Tv num dia de domingo.
Ele era o pedófilo? Ou encomodava por ter dinheiro? O mundo me parece um caos cheio de pessoas que se destroem por uma moeda. Ele era o pedófilo? Ou apenas queria dar as crianças a infância que nunca teve? Há muitas crianças que não sabem nem o que é brincar. Ele era o pedófilo? Ou o ídolo que se foi? Esperamos respostas pessoas de telado de vidro.
Neverland ou a terra do nunca era um mundo a parte do mundo. Um lugar que uma criança sonhou. Um mundo que talvez só existisse na mente de um autor. Mas não é no conceito social o que chamamos de paraíso. Mas esse tal paraíso é lugar apenas para o coração das crianças.
Mas julguem sem procurar saber. Continuem julgando sem ver. São todos cegos hipócritas que vendem a alma por uma moeda. Não sabem disso? Então julguem mais e mais, por que sabemos que um bom julgador por si julga os outros. Chorem agora na partida, mas se envergonhem por isso.



Esse é o lugar dos corações justos.

Neverland, terra do nunca, neverland!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Reflexo no espelho

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Até no espelho reflete-se os sentimentos do meu coração
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Eu me senti uma boba quando olhei meu reflexo no espelho e vi lágrimas de dor caindo dos meus olhos. Pensei se valia apena tanta dor. Ele me ouviu na teoria do “tanto faz”. Senti que os meus sentimentos não valiam nada para o outro. Eu não tenho que provar nada pra ninguém, mas fui até ele por que eu não tenho culpa alguma. Mas tanto faz! Foi tudo o que eu ouvi. Ele não estava disposto a entender o quanto ele significa. E eu atravessei uma floresta cheia de dor para busca-lo dentro de mim. O meu coração explodia dentro de mim e eu precisa sair da frente dele. Talvez fosse o orgulho de não deixá-lo ver meu pranto cair ao chão.
Subi naquela van e no fechar da porta minha cabeça alcançou meu braço que se entendia e não pude conter o choro. Eu levei todo meu coração naquele dia e voltei com ele ainda mais dolorido. De que valeu tanto sacrifício? Ele não quer acreditar em mim.
Ele foi em sua aventura e eu quero que ele se divirta. Talvez ele nem esteja lembrando de mim. Mas eu penso nele a cada dia. Ele nem imagina o que pode estar por vir. Mas o fato é que estou sentindo falta dele como uma criança sente falta do seu cobertor. Eu não vou chorar por que grandes garotas não choram.
Ele vai voltar e eu quero que ele volte pra mim. Quero que ele entenda que sempre foi unico. Quero que o coração seja mais forte. Mas eu confio que todo destino se cumpre independente de tempo. E Deus está conosco!
Hoje estou mais uma vez nas minhas fases isoladas, recolhida no meu mundo que só eu posso entrar. Estou trocando passos com a solidão. Estou diante da minha presença e no momento basta. Estou varrendo a casa, pondo os móveis no lugar. Decorando a parede e pintando quadros dentro de mim. No silêncio de uma espera! Na esperança de uma volta! E na liberdade de sorrir se eu quiser ou chorar se der vontade sem que ninguém veja para me julgar.