quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Liberdade de expressão!



Venho por meio deste demonstrar minha insatisfação. Não falo como representante de turma, falo como indivídua que sou, Ívia Ribeiro. Tenho notado desde o início que somos apenas clientes, longe mesmo de seres humanos. 

Ontem, foi pra mim a gota d`água desse capitalismo selvagem de uma era tão primata. Machuquei meu dedo numa fechadura que só dificulta nossa vida para abrir e fechar o banheiro. Quando olho para aquela fechadura me questiono se ali realmente tem um curso com profissionais de designer de interiores, por que não é nem um pouco funcional. Enfim, fui com o dedo sangrando para a secretaria e pedi um simples  bandaid. Ouvi que não havia caixa de curativo e que não há obrigação de ter. Olhei com um olhar de insatisfação e fui direto para administração do Shopping. Fui atendida como a dignidade que um ser humano deveria ser atendido. O moço limpou meu dedo com povidine e fez um simples curativo por que não havia bandaid. Agradeci a ele pela atenção e por ele ser tão humano de correr atrás de materiais necessários para resolver meu caso. O que mais me impressionou foi que aqueles seguranças que muitas vezes passam tão despercebidos se preocupou mais comigo que a empresa que pago todo mês pra fazer de mim uma profissional capacitada na área de design de interiores. 

Foi um machucado simples, mas na regra do boa educação não preciso perder meu dedo pra ser tratada como uma pessoa. Mas nas vias capitalistas o amor pelo próximo é um animal instinto. Estou escrevendo não só pelo poder da palavra, mas por que teoricamente o Brasil é um país onde a expressão é livre. 

Pagamos caro de curso e a instituição não nos dá condições para desenvolver a competência (como a gente sempre escuta da coordenação). É fácil dizer que estamos mudando o perfil da turma, mas pra mim o Senac está mostrando muito o contrario do divulgam. 

Diz como podemos desenhar em mesas com réguas soltas? Novembro acabou e não vi nenhuma mesa chegar. 

Como podemos estudar tranquilos em um sala onde o ar condicionado estoura água em cima do aluno, fica dias pifado e não gela na maioria do tempo? 

Como podemos apresentar um desenho de um cômodo em perspectiva se na cronograma das aulas temos 2 aulas e um único professor para atender a 19 alunos? 
A nossa sorte é que TEMOS EXCELENTES PROFESSORES. Por que se não fosse isso não valeria a pena tanto sacrifício que cada um faz pra chegar ali as 18h e sair de lá as 22h depois de um dia inteiro de trabalho e afazeres. 

Como podemos nos manter estáveis com um quadro de horas tão instável ?
Quantas pessoas já desistiram e quantas pessoas ainda vão desistir!!! 

Será que eu indico esse curso pra outras pessoas? Fico me questionando isso! 
Por que o marketing viral é que é a alma do negócio e propaganda ruim é igual notícia ruim chega mais rápido que jato. 

Fiquei indignada ontem, por que nos cobram disciplina humana, mas como podemos cobrar isso da instituição? 
Não nos dão nem uma sala com condição para desenvolver a competência, como os funcionários do SENAC vivem dizendo. 

Essa é minha indignação, insatisfação e decepção. Não me importa se alguém vai ou não concordar comigo, mas já que eu sou tratada com cliente e eu pago esse curso, eu tenho que no mínimo ser ouvida. E como uma boa jornalista serei ouvida seja pela coordenação seja por um simples leitor. 





Att,
Aluna do SENAC RIO (Unidade Marapendi)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Preto e Branco



É como se eu estivesse caminhando em uma estrada sozinha e cada passo que eu dou me sinto mais vazia. Como se ninguém fosse me acompanhar, mas às vezes penso que sou eu que não permito. Mas eu me dei uma chance, por que me parecia valer apena toda aquela demonstração de afeto. Tentei por varias vezes escrever, guardo rascunhos e mais rascunhos que me provam isso. Foram dias onde eu dava um sorriso sereno quando eu sutilmente sentia aquele sentimento tão doce entre traços tão rústicos. Gosto desse cuidado, dessa proteção, desse olhar carinho que me marcou no primeiro dia. 

Não sei se haverá o amanhã dessa história, pra mim tão bela e a fera. Mas embora agora eu esteja ressentida e magoada vou lembrar-me de cada beijo, de cada abraço, de cada brincadeira que me irritava, do mar agitado que vimos e de água colorida que dava seu show quando no silêncio senti sua batida do coração naquele primeiro beijo. 

Não sei para onde o destino vai nos levar. Não quero que esse seja o fim. Não quero deixar de alimentar meu sentimento e ter que vê-lo secando naquele canto tão empoeirado. Se esse for o fim não sei de que valeu eu me apaixonar e aceitar tantos defeitos em prol de lindas qualidades. Por que ontem eu experimente um temperamento que eu apenas observava de longe e achava que nunca iria senti-lo de tão perto que parecia entrar em mim. Senti-me humilhada por palavras tão ofensivas e diante de frases tão frias vi meu sentimento ser pisado como uva que não serve para o vinho. Senti meu coração brigar comigo por que acreditei em sentimentos tão nítidos e nobres pra mim. 

Eu queria estar cheia raiva pra ser mais forte, mas não tem espaço em mim pra isso, pois o que sinto por ele é bem vasto. Mas mesclado a ele estão magoas tão acesas e não paro de repetir cada palavra que ouvi ontem na minha mente. Não estou achando as cores nem os pinceis lavados. Eu procuro os por quês, mas não acho o sentido. Estava tudo tão belo, por que essa aflição de um atraso do nada? Por que eu sinto esse medo das seis horas? Por que existe essa briga dentro de mim entre razão e emoção? Por que eu não quero ir embora?

Sei que minha razão não me entende por querer tanto ele. Perdoe-me coração por te deixar sentir-se assim. Talvez escrever pra mim hoje seja a única saída pra aliviar o que não consigo falar. Esse é meu jeito e o problema é de quem não entende isso. Pois nem ligo pra julgamentos como nunca liguei, os julgadores julgam o outro por si. Então, tanto faz o que as pessoas que me viram chorar pensão agora de mim, se é que elas se lembram de mim. 


É como se eu estivesse caminhando na areia da praia onde os ventos são instáveis. A quem em dera arrancar o coração do meu peito e jogar nesse mar imenso o suficiente para Iemanjá levar minha capacidade de amar. Cada passo que dou eu sinto mais frio, mais frio e mais frio.   

domingo, 13 de novembro de 2011

Dois segundos



De repente lágrimas caíram dos meus olhos. Diante de mim a chuva e o vento frio. Do outro lado a decisão que eu não queria. Sabe aquela frase que você não quer ouvir? Aquela que faz sua respiração parar? O dia já não ia bem e o ar simplesmente não chegava completamente aos pulmões. Meu coração parou por dois segundos e bateu desesperado como quem deseja apenas fugir. Não sabia como agir, o que falar ou o que fazer. Eu queria acordar e ver que foi só um sonho. Pensei até que era brincadeira boba do destino trapalhão. Como nos dias sol que a chuva chega sem avisar e esfria nosso corpo. Eu quase cheguei a hipotermia.

Se ao menos tivesse dado motivos entenderia com a mesma tristeza no peito. Mas pelo contrário, tudo está tão suave e sereno, bom e feliz. Eu disse o que sinto diante do não saber o que fazer. Restava-me apenas aceitar como eu gostaria que aceitassem minha escolha. Eu fiquei triste me sentindo de mãos atadas. Pedi a Deus quietinha no silêncio de uma fungada e outra que me ajudasse a transformar isso. Foi quando eu me fiz transparente do que sentia, só não disse que lágrimas caiam. 

Embora eu não saiba onde estou indo queria apenas não deixar de ir. Quero seguir meu coração, quero saber onde ele está me levando e por que. Foi quando ouvi um perdido de esqueça tudo isso. O ar voltou e eu queria abraça-lo no silêncio. Nenhuma palavra, apenas o barulho da chuva e a batida do meu coração.

É fácil parar uma história quando a gente errou. Questionamos o erro, a falta de compaixão e chance. Mas quando está tudo certo é quase impossível não se sentir injustiçada pelo destino. Ainda mais quando se gosta tanto de alguém. E eu gostei tanto, sem por quês, sem quês, sem mais, sem menos, sem onde ou quando, apenas gosto muito dele. 

E eu estou vivendo isso!

sábado, 25 de junho de 2011

Marias


Não consigo escrever sobre minhas emoções tão presas em lembranças tão fortes que não partem e se partem dentro de mim. E se repetem e se perdem entre lágrimas tão escondidas quanto lidas nesse texto oculto que não vou divulgar.
São as cenas que se repetem como filme na mente que insistem em não me obedecer. Então resolvi tatua-las aqui para que assim eu as tenha sem ter que senti-las eternamente quentes dentro do peito que bati ao passo e compasso de vê-la partir.
Não vou falar de tristezas ou de como ela se foi. Vou falar do amor e da força. Enfim, das Marias.
Marias são mulheres fortes que não se dobram diante das dores, choros ou dificuldades. Quem olha de longe pensa até que essas Marias não sentem e mentem sobre o amor que elas têm. Trazem no rosto os traços de suas vitórias tão sofridas e ardidas presas em lembranças muitas vezes mais doloridas que uma faca entrando no corpo incapaz de fazê-la morrer.
Marias são mulheres de porte robusto, pois seu corpo singelo precisou aprender a se defender das batalhas da vida. Mãos calejadas de vassouras e roça com abraços de mãe que segura em Deus para ver o filho crescer. São mulheres decididas e certas de suas convicções e nem o cansaço as faz desistir.
Maria quis partir e ir embora depois de tanta lutar por si. Sim, ela estava cansada e seu rebanho estava pronto pra seguir. Ela teve que ir, pois o pai limpou tudo no alto para ela dormir. Num toque mostrou que o silêncio vale mais que tantas palavras. E se foi semeando o amor, a força e a fé.
Maria deixou lições e saudade. Salvou sua alma da vida e já vai nos olhar de onde estiver. E aqui o apego não quer ir embora e a gente que lembra e chorar sentindo o vazio da incompreensão. O não entender que egoísmo do querer nos impõe. O fardo pesado que as Marias levam desaguam na força que tens. E o lar dessa Maria agora é o reino divino que cheira a Jasmim.
Eu tenho uma Maria dentre muitas que existem. E de todas que tive uma eu vi partir. Ela foi pro Jardim das Maravilhas se juntar aos meus que pegaram esse trem antes deu chegar aqui. “Não tenha medo”, ele disse. “Se encontre com Deus”, eu digo.
Nossas vidas estão cheias desse encanto por que muitas vezes já fomos Maria. E hoje Maria é um código de DNA que corre no sangue de toda mulher que tem fibra e vida pra não se entregar a um tombo. Mas é preciso ter força, raça e sonho sempre para ser uma dessas Marias.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quem é você?

Eu sou o meu corpo quando dança



"Quem é Ívia Ribeiro?"


Foi o que eu ouvi essa semana. Confesso que enrolei pra responder por que eu não achava certo qualquer resposta. Não por querer esconder algo e sim por achar que é vago demais definir algo que está em constante mutação: o ser humano.


De fato acredito que a visão que tenho de mim nunca será a mesma que o outro vai ter. Tem gente que acha que sou isso e gente que sou aquilo. Mas no fundo só eu sei o que ou quem eu realmente sou, por que meus sonhos, medos e anseios estão dentro de mim. Se é que de fato eu sei por completo...uma vez que ainda ando no caminho do auto conhecimento.


Quando ouvi essa pergunta foi como um filme na minha cabeça de tudo que um dia eu fui, que hoje eu sou e que amanhã posso vir a ser. Acho que Fernando Pessoa é que estava certo "Não me reconheço hoje no que ontem eu fui".


Certezas que se vão com um simples olhar inesperado ou um duro não inevitável. Nem todo mundo consegue olhar no espelho e ver que o nos incomodou anos a fio no outro é tudo que escondemos em nós mesmo.


Eu ouvi tudo aquilo que eu sou calada. Não vou ser dona da verdade nem de mim. Mas o que ninguém viu é que a menina cheia de suas utopias, crenças revolucionária que acredita fielmente que pode mudar o mundo, que sonha com o amor, que rir da piada mais sem graça, que lê coisas cultas, mas que ama livros de magia e que teve que assumir as faces de um a mulher da noite para o dia ainda vive dentro de mim quietinha esperando seus pequenos momentos tão particulares quanto cada pessoa que exige status e postura adulta, dura e absurda.


"Quem é Ívia Ribeiro?"


Foi o que eu ouvi olhando pra um espelho bem acima de mim. Um processo constante de vir a ser...eu pensei! Mas achei melhor dizer o 1% das minhas contradições. Por que o caminho do ser é tão silencioso quanto a briga entre a razão e emoção. Mas a princípio todos somos apenas uma faceta de Deus..e..quem já conseguiu definir Deus? Então basta saber que somos um espirito imortal. Entenderam? IMORTAL... e ninguém pode definir o eterno.


Enfim, sou tudo o que digo que sou, mas no fundo posso não ser nada disso. Então, por que falar sobre mim quando cada um sempre vai ter sua própria opinião?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Un tono breve



Vou contigo a onde for.
Cada passo teu agora é meu também e juntos somos um só coração.
A solidão foi embora por que você chegou e disse: posso ficar?

Meu sorriso foi um sim...

E o sonho mais real se fez verdade dentro de nós.

A mágia antes sentida agora é nota para uma nova musica de amor no violão da minha vida.

E diz somos juntos um e teu amor, ah teu amor...

Tua lágrima junto a minha num breve até já

E leva contigo meu te amo com lágrimas de saudades num papel.

Sim, vou contigo onde for.

Vou até as estrelas buscar o brilho do seu sorriso.

Meu menino, meu homem, amore mio...

Que de tão longe se fez perto, que se deixou atingir pelo culpido.

Guarda a gravata da união na gaveta do coração.

E quando te rever quero sentir o sempre ti voglio bene...

Teu eu te amo, sempre te amo...

É seguro que estou chegando meu bem.